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Pós jogo

Derrota para o Mirassol prova que o Grêmio não sabe atacar

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Mano Menezes/Grêmio

O Grêmio sofreu o terceiro revés consecutivo contra times de menor expressão na Arena, pelo Brasileirão: derrota para o Sport, empate com o Ceará e derrota para o Mirassol. Apenas um ponto somado em nove disputados — um recorte preocupante.

Grêmio não tem repertório tático

O que amenizou a situação foram a vitória contra o Galo, em Minas, e o empate com o Flamengo, no Rio. Caso contrário, o Tricolor Gaúcho estaria dentro do Z-4, com 21 pontos. No entanto, o fato de não conseguir vencer, jogando em casa, equipes do segundo escalão do futebol brasileiro prova que o Imortal não sabe propor o jogo.

Está evidente que o esquema de Mano Menezes é reativo. Quando o adversário se impõe, o Grêmio vive de transições rápidas. Contudo, quando precisa tomar a iniciativa e manter a posse de bola, escancara a falta de repertório para criar situações de gol.

Reforços exigem melhor desempenho

Dessa forma, a equipe se torna previsível e acaba perdendo pontos preciosos na competição. O elenco, agora reforçado — antes considerado fraco — ainda não mostra evolução, e o trabalho do treinador também deixa a desejar. As novas contratações colocam o técnico em xeque: é preciso mudar a postura, criar alternativas táticas e encontrar soluções para que o rendimento melhore.

Contra a equipe do interior paulista, o Grêmio chegou a ter 60% de posse de bola no campo de ataque. No entanto, faltava inspiração no último terço do campo. Não há jogadas de aproximação, ultrapassagens dos laterais, jogadas de linha de fundo, entradas em diagonais, triangulações, infiltrações. Isso passa diretamente pela comissão técnica.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Pós jogo

Sinal de alerta reforçado para o Grêmio no Chile

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Grêmio

Nesta quarta-feira (29), o Grêmio empatou em 0 a 0 com o Palestino, em Santiago, pela Copa Sul-Americana. O adversário ocupa apenas a 11ª colocação no campeonato nacional do Chile, que conta com 16 participantes. Com desempenho coletivo e individual fraco, o Imortal voltou a apresentar uma atuação insatisfatória.

No entanto, não foi apenas esse o problema da equipe: houve um episódio de desobediência ao técnico, o que pode criar problemas para o ambiente no vestiário. Carlos Vinícius errou três cobranças de pênalti, repetidas devido a infrações cometidas pelo goleiro.

Quebra de hierarquia

Após o artilheiro desperdiçar duas vezes, Luís Castro pediu que Willian fosse o cobrador na terceira oportunidade. Entretanto, Vinícius pediu ao colega que deixasse a cobrança para ele. Assim foi feito, e o camisa 95 voltou a perder. Além de não marcar o gol, o jogador certamente criou um clima de desconforto no grupo.

Todavia, após a partida, o centroavante Tricolor pediu desculpas pela teimosia e assumiu inteira responsabilidade pelo prejuízo causado à equipe na competição. Por sua vez, o treinador disse compreender a postura do atacante, enaltecendo sua personalidade e destacando que não é um atleta que se deixa abater facilmente.

Contudo, o clube precisará administrar bem o episódio, sob pena de Castro sair desgastado junto ao elenco. A questão é que houve quebra de hierarquia. Sendo assim, não importa o tamanho do jogador no grupo: é fundamental que os gestores apliquem alguma medida disciplinar. Talvez uma conversa com o grupo possa colocar as coisas no devido lugar.

Voltando ao jogo, a atuação da equipe deixou a desejar, o que já não é novidade. A impressão é de que o comandante perdeu a mão. O time vem involuindo, e o trabalho da comissão técnica não aparece. É notório que o técnico entende muito de futebol, mas na prática suas ideias não estão se concretizando.

Outro ponto preocupante é o número excessivo de vezes em que o Grêmio utiliza a ligação direta para chegar ao ataque, inclusive com Weverton participando dessa estratégia. Falta trabalho de meio-campo; por vezes, lembra a estratégia de Gustavo Quinteros, que, aliás, não funcionou.

Grêmio corre risco de rebaixamento

Estamos nos encaminhando para o meio da temporada, e os resultados não atendem a expectativa. A mecânica de jogo é totalmente previsível, não há jogadas ensaiadas e a marcação é frágil. O modelo de futebol posicional, com jogadores distantes, não está dando certo.

Portanto, não basta mudar o esquema tático: é preciso mexer no conceito. O ideal seria tentar o estilo apoiado, com linhas e jogadores atuando mais próximos, ampliando as opções de passe, oferecendo cobertura, dobrando a marcação, exercendo pressão no homem da bola, aplicando o “perde-pressiona” etc.

Sem defender a troca no comando técnico, é preciso reconhecer que, como equipe, o Grêmio não apresenta nada. Falta intensidade, trocas de passes curtos e longos, triangulações, infiltrações pelo corredor central, jogadas de combinação entre meias, volantes e centroavante. Enfim, o time é um grande conjunto vazio. Em um coletivo improdutivo, as individualidades fracassam.

Embora defenda a continuidade do trabalho, acreditando na repetição para colher frutos, tudo tem limites. A direção terá que estipular um prazo para Luís Castro, caso contrário o Imortal brigará até o fim da temporada para se manter na elite do futebol brasileiro, correndo sérios riscos. Analisando a tabela do Brasileirão, é fácil chegar a essa conclusão.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio

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Pós jogo

Grêmio bate o Coritiba com destaque para Gabriel Mec

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Gabriel Mec

Na tarde deste domingo (26), o Grêmio venceu o Coritiba por 1 a 0. Gabriel Mec marcou o gol gremista. Com a vitória, o Tricolor Gaúcho subiu para a 11ª posição. Porém, segue a dois pontos do Z-4, portanto, o sinal de alerta continua ligado.

Grêmio não convenceu

Vencer era imprescindível, mas o rendimento esperado não veio no pacote. Contudo, é importante lembrar que o adversário era o segundo melhor visitante da competição. No entanto, mesmo com esse desconto, precisamos avaliar francamente a performance do Imortal.

O time do técnico Luís Castro atuou com um homem a mais desde os 29 minutos do primeiro tempo. Bruno Melo, do Coxa Branca, foi expulso corretamente por jogada violenta. O Grêmio aproveitou a superioridade numérica e dominou a reta final da primeira etapa. Após boa jogada de Enamorado, aos 42 minutos, Gabriel Mec balançou as redes dos paranaenses.

Gabriel Mec cresce e se firma como titular

Entretanto, a segunda etapa deixou os torcedores gremistas preocupados. O técnico Fernando Seabra manteve a equipe equilibrada e gerou dificuldades. Bem postado, o Coritiba defendeu com solidez e não abdicou do ataque. Mesmo inferiorizado numericamente chegou a ter o controle da partida em determinados momentos.

Por outro lado, sem realizar um grande jogo, o Grêmio criou situações para ampliar o marcador. Os gaúchos tiveram trê gols anulados por impedimentos milimétricos. Mais uma vez, o principal problema esteve no meio-campo, que não conseguiu preencher bem os espaços devido à falta de uma marcação mais eficaz.

A boa notícia, além do resultado, foi a atuação de Gabriel Mec. O garoto vem ganhando confiança e, junto com Enamorado, tem desequilibrado a favor do Tricolor. Tudo indica que finalmente está surgindo um camisa 10 na Arena.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio

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Novo esquema e vitória em estreia na Copa do Brasil

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Copa do Brasil

Nesta terça-feira (21), estreando na Copa do Brasil, o Grêmio venceu o Confiança por 2 a 0. Jogando na Arena, o Tricolor Gaúcho se impôs e fez a lição de casa. Carlos Vinícius e Amuzu foram os artilheiros da partida. Assim, o time pode perder por até um gol de diferença no jogo de volta para avançar na competição nacional.

Novo esquema e vitória na Copa do Brasil

O técnico Luís Castro trocou o 4-1-4-1 pelo tradicional 4-2-3-1, com Nardoni, Arthur e Mec no meio-campo. Dois volantes em linha dando mais proteção à zaga e um meia de ligação com liberdade para flutuar e criar jogadas de ataque. Arthur, além de marcar, teve a missão de ajudar na articulação da equipe.

O treinador liberou os laterais para darem profundidade, algo que já ocorria com Pavón. O maior beneficiado foi Pedro Gabriel, que pôde explorar essa virtude até então contida desde que chegou ao profissional. Dessa forma, o Grêmio teve mais de 65% de posse de bola e finalizou 22 vezes, construindo uma vitória segura.

Luís Castro precisa repetir o modelo de jogo

Por outro lado, é preciso levar em conta a fragilidade do adversário: o Confiança-SE disputa a terceira divisão do Brasileirão. Ainda assim, o Imortal fez o que precisava, vencendo sem sustos. No segundo tempo, Castro testou outro modelo, o 3-5-2, com Pedro Gabriel sendo terceiro zagueiro e Braithwaite atuando como segundo atacante.

Na prática, o resultado foi positivo. A equipe mostrou solidez na marcação e aumentou o poder ofensivo. A estrutura com dois volantes, somada a três defensores de área, transformou os pontas em alas, enquanto o meia-central e os dois atacantes deram profundidade. O time ganhou numericamente o corredor central, teve amplitude lateral e resistência no setor defensivo.

Apesar da ressalva em relação à qualidade do adversário, é preciso reconhecer que a ideia do técnico funcionou na mecânica. No próximo domingo, o Tricolor recebe o Coritiba, em um teste de maior dificuldade. Para que o trabalho evolua, é fundamental que o novo modelo de jogo seja mantido, de preferência com os mesmos jogadores. A equipe precisa ganhar entrosamento, e isso só aparece com repetição.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio

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