Pós jogo
Grêmio segue sem vencer fora de casa no Brasileirão
Jogando em Curitiba, na noite deste sábado (2), o Grêmio empatou com o Athletico-PR em 0 a 0. O Tricolor Gaúcho ficou com um homem a mais por pelo menos uma hora. Esquivel, lateral-esquerdo do Furacão, foi expulso aos 31 minutos do primeiro tempo. Após um desentendimento, o jogador desferiu uma cotovelada em Enamorado.
Grêmio se repete e empata com o Athletico-PR
Assim, o Grêmio, que iniciou com desfalques importantes, teve uma mudança de expectativa no confronto. Entretanto, o time gaúcho não soube aproveitar a vantagem numérica. Por outro lado, os donos da casa não recuaram e sustentaram um enfrentamento de igual para igual.
Mais uma vez, o Imortal se mostrou sem criatividade e padrão de jogo. Não há muito mais o que dizer sobre o time de Luís Castro: os problemas são sempre os mesmos. É preciso reconhecer que o trabalho não está dando resultado. O que fazer: mudar o comando técnico ou dar mais tempo para a atual comissão?
Paciência com Luís Castro chegou ao limite?
Certamente essas questões estão no pensamento dos gremistas, torcedores e dirigentes. No entanto, o tempo passa e não se observa evolução na equipe. Caminhamos para o final do primeiro turno do Brasileirão, e o time está próximo da zona de rebaixamento. A situação é delicada: o Grêmio não vence fora de casa, independentemente do adversário.
Em contrapartida, é verdade que não perde atuando na Arena. Mas algumas vitórias não convencem, além dos empates constrangedores. A direção terá que decidir o rumo a ser tomado, e isso precisa ser feito, no máximo, na parada para a Copa do Mundo. Luís Castro é um gentleman e entende muito de futebol. Todavia, até agora os resultados não são suficientes para mantê-lo no comando do vestiário gremista.
Fotos: Igor Barrankievicz / Grêmio
Pós jogo
Sinal de alerta reforçado para o Grêmio no Chile
Nesta quarta-feira (29), o Grêmio empatou em 0 a 0 com o Palestino, em Santiago, pela Copa Sul-Americana. O adversário ocupa apenas a 11ª colocação no campeonato nacional do Chile, que conta com 16 participantes. Com desempenho coletivo e individual fraco, o Imortal voltou a apresentar uma atuação insatisfatória.
No entanto, não foi apenas esse o problema da equipe: houve um episódio de desobediência ao técnico, o que pode criar problemas para o ambiente no vestiário. Carlos Vinícius errou três cobranças de pênalti, repetidas devido a infrações cometidas pelo goleiro.
Quebra de hierarquia
Após o artilheiro desperdiçar duas vezes, Luís Castro pediu que Willian fosse o cobrador na terceira oportunidade. Entretanto, Vinícius pediu ao colega que deixasse a cobrança para ele. Assim foi feito, e o camisa 95 voltou a perder. Além de não marcar o gol, o jogador certamente criou um clima de desconforto no grupo.
Todavia, após a partida, o centroavante Tricolor pediu desculpas pela teimosia e assumiu inteira responsabilidade pelo prejuízo causado à equipe na competição. Por sua vez, o treinador disse compreender a postura do atacante, enaltecendo sua personalidade e destacando que não é um atleta que se deixa abater facilmente.
Contudo, o clube precisará administrar bem o episódio, sob pena de Castro sair desgastado junto ao elenco. A questão é que houve quebra de hierarquia. Sendo assim, não importa o tamanho do jogador no grupo: é fundamental que os gestores apliquem alguma medida disciplinar. Talvez uma conversa com o grupo possa colocar as coisas no devido lugar.
Voltando ao jogo, a atuação da equipe deixou a desejar, o que já não é novidade. A impressão é de que o comandante perdeu a mão. O time vem involuindo, e o trabalho da comissão técnica não aparece. É notório que o técnico entende muito de futebol, mas na prática suas ideias não estão se concretizando.
Outro ponto preocupante é o número excessivo de vezes em que o Grêmio utiliza a ligação direta para chegar ao ataque, inclusive com Weverton participando dessa estratégia. Falta trabalho de meio-campo; por vezes, lembra a estratégia de Gustavo Quinteros, que, aliás, não funcionou.
Grêmio corre risco de rebaixamento
Estamos nos encaminhando para o meio da temporada, e os resultados não atendem a expectativa. A mecânica de jogo é totalmente previsível, não há jogadas ensaiadas e a marcação é frágil. O modelo de futebol posicional, com jogadores distantes, não está dando certo.
Portanto, não basta mudar o esquema tático: é preciso mexer no conceito. O ideal seria tentar o estilo apoiado, com linhas e jogadores atuando mais próximos, ampliando as opções de passe, oferecendo cobertura, dobrando a marcação, exercendo pressão no homem da bola, aplicando o “perde-pressiona” etc.
Sem defender a troca no comando técnico, é preciso reconhecer que, como equipe, o Grêmio não apresenta nada. Falta intensidade, trocas de passes curtos e longos, triangulações, infiltrações pelo corredor central, jogadas de combinação entre meias, volantes e centroavante. Enfim, o time é um grande conjunto vazio. Em um coletivo improdutivo, as individualidades fracassam.
Embora defenda a continuidade do trabalho, acreditando na repetição para colher frutos, tudo tem limites. A direção terá que estipular um prazo para Luís Castro, caso contrário o Imortal brigará até o fim da temporada para se manter na elite do futebol brasileiro, correndo sérios riscos. Analisando a tabela do Brasileirão, é fácil chegar a essa conclusão.
Foto: Lucas Uebel / Grêmio
Pós jogo
Grêmio bate o Coritiba com destaque para Gabriel Mec
Na tarde deste domingo (26), o Grêmio venceu o Coritiba por 1 a 0. Gabriel Mec marcou o gol gremista. Com a vitória, o Tricolor Gaúcho subiu para a 11ª posição. Porém, segue a dois pontos do Z-4, portanto, o sinal de alerta continua ligado.
Grêmio não convenceu
Vencer era imprescindível, mas o rendimento esperado não veio no pacote. Contudo, é importante lembrar que o adversário era o segundo melhor visitante da competição. No entanto, mesmo com esse desconto, precisamos avaliar francamente a performance do Imortal.
O time do técnico Luís Castro atuou com um homem a mais desde os 29 minutos do primeiro tempo. Bruno Melo, do Coxa Branca, foi expulso corretamente por jogada violenta. O Grêmio aproveitou a superioridade numérica e dominou a reta final da primeira etapa. Após boa jogada de Enamorado, aos 42 minutos, Gabriel Mec balançou as redes dos paranaenses.
Gabriel Mec cresce e se firma como titular
Entretanto, a segunda etapa deixou os torcedores gremistas preocupados. O técnico Fernando Seabra manteve a equipe equilibrada e gerou dificuldades. Bem postado, o Coritiba defendeu com solidez e não abdicou do ataque. Mesmo inferiorizado numericamente chegou a ter o controle da partida em determinados momentos.
Por outro lado, sem realizar um grande jogo, o Grêmio criou situações para ampliar o marcador. Os gaúchos tiveram trê gols anulados por impedimentos milimétricos. Mais uma vez, o principal problema esteve no meio-campo, que não conseguiu preencher bem os espaços devido à falta de uma marcação mais eficaz.
A boa notícia, além do resultado, foi a atuação de Gabriel Mec. O garoto vem ganhando confiança e, junto com Enamorado, tem desequilibrado a favor do Tricolor. Tudo indica que finalmente está surgindo um camisa 10 na Arena.
Foto: Lucas Uebel / Grêmio
Pós jogo
Novo esquema e vitória em estreia na Copa do Brasil
Nesta terça-feira (21), estreando na Copa do Brasil, o Grêmio venceu o Confiança por 2 a 0. Jogando na Arena, o Tricolor Gaúcho se impôs e fez a lição de casa. Carlos Vinícius e Amuzu foram os artilheiros da partida. Assim, o time pode perder por até um gol de diferença no jogo de volta para avançar na competição nacional.
Novo esquema e vitória na Copa do Brasil
O técnico Luís Castro trocou o 4-1-4-1 pelo tradicional 4-2-3-1, com Nardoni, Arthur e Mec no meio-campo. Dois volantes em linha dando mais proteção à zaga e um meia de ligação com liberdade para flutuar e criar jogadas de ataque. Arthur, além de marcar, teve a missão de ajudar na articulação da equipe.
O treinador liberou os laterais para darem profundidade, algo que já ocorria com Pavón. O maior beneficiado foi Pedro Gabriel, que pôde explorar essa virtude até então contida desde que chegou ao profissional. Dessa forma, o Grêmio teve mais de 65% de posse de bola e finalizou 22 vezes, construindo uma vitória segura.
Luís Castro precisa repetir o modelo de jogo
Por outro lado, é preciso levar em conta a fragilidade do adversário: o Confiança-SE disputa a terceira divisão do Brasileirão. Ainda assim, o Imortal fez o que precisava, vencendo sem sustos. No segundo tempo, Castro testou outro modelo, o 3-5-2, com Pedro Gabriel sendo terceiro zagueiro e Braithwaite atuando como segundo atacante.
Na prática, o resultado foi positivo. A equipe mostrou solidez na marcação e aumentou o poder ofensivo. A estrutura com dois volantes, somada a três defensores de área, transformou os pontas em alas, enquanto o meia-central e os dois atacantes deram profundidade. O time ganhou numericamente o corredor central, teve amplitude lateral e resistência no setor defensivo.
Apesar da ressalva em relação à qualidade do adversário, é preciso reconhecer que a ideia do técnico funcionou na mecânica. No próximo domingo, o Tricolor recebe o Coritiba, em um teste de maior dificuldade. Para que o trabalho evolua, é fundamental que o novo modelo de jogo seja mantido, de preferência com os mesmos jogadores. A equipe precisa ganhar entrosamento, e isso só aparece com repetição.
Foto: Lucas Uebel / Grêmio
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