Connect with us

Pós jogo

Atuação contra o Fluminense confirma fim de ciclos no Grêmio

Published

on

Grêmio / Cristaldo

O Grêmio vai concluir o primeiro turno do Brasileirão sem conquistar nenhuma vitória longe do Rio Grande do Sul. Esse dado diz muito sobre o atual elenco do Tricolor Gaúcho. O último compromisso será contra o Sport, em casa; o mesmo se aplica ao jogo atrasado contra o Botafogo, pela 16ª rodada, que também será disputado na Arena do Grêmio.

Ausência de vitórias fora de casa expõe limitações

A equipe comandada por Mano Menezes não consegue se impor como visitante. Embora não se apequene por completo, falta-lhe personalidade para ser protagonista nos jogos fora de casa. A culpa é do treinador? Do seu esquema tático? Nem sempre. Parte do problema reside também no perfil do grupo formado pela direção do clube.

Como resultado, esse conjunto de ações e desacertos tem tornado o Grêmio uma equipe que luta por um objetivo primordial: não ser rebaixada. O futebol apresentado, salvo alguns momentos de exceção, é sofrível. Isso não é uma tentativa de promover uma visão catastrófica infundada; ao contrário, os jogos mostram com clareza as dificuldades da equipe para realizar o mínimo exigido.

Críticas à comissão técnica ganham força

O jornalista Diori Vasconcellos, da Rádio Gaúcha, fez uma crítica severa ao trabalho realizado na Arena após a derrota para o Fluminense. O comunicador questionou se adianta a comissão técnica continuar treinando. No entanto, essa simplificação joga Mano Menezes e sua equipe técnica aos leões. Criticar por audiência é fácil. E quem questiona os comentários absurdos, muitas vezes feitos pela própria imprensa? Como ela reage quando recebe críticas?

Derrota para o Fluminense representa fim de ciclos

Voltando ao futebol, a verdade é que mesmo contratando Guardiola, o Grêmio não vai melhorar. Pelo menos não com as opções disponíveis no atual elenco. A atuação contra o time de Renato Portaluppi deixou evidente o fim dos ciclos de Cristaldo, Pavón, Aravena e João Lucas. Além disso, há outros jogadores que nem sequer participaram da partida e que também precisam sair.

Não dá mais para insistir nesses nomes. Retirar Riquelme para colocar Cristaldo, ou substituir Alysson por Aravena, beira a insanidade. É necessário afastar algumas peças dos treinos e buscar um novo destino para elas. Escalá-los apenas por conta do investimento feito ou do salário pago prejudica, tecnicamente, o desempenho coletivo da equipe.

Mudanças táticas exigem maior reflexão

Outro ponto que merece reavaliação é a mudança tática promovida por Mano Menezes. Contra o Fortaleza, o treinador colocou Alysson mais centralizado, próximo de Braithwaite. A estratégia funcionou por um tempo. Contudo, a repetição da fórmula no jogo do Maracanã escancarou que esse esquema está anulando o melhor do jogador. Alysson se destaca pelas jogadas pelo corredor, com velocidade, drible e profundidade, além de garantir amplitude ofensiva. É necessário recuar nessa proposta sob pena de perder um excelente atacante de flanco.

Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Pós jogo

Com gol de Amuzu, Grêmio acaba com sequência sem vitórias

Published

on

Amuzu / Grêmio

Jogando pela Copa Sul-Americana, o Grêmio venceu o Deportivo Riestra por 1 a 0, na Arena. Assim, o Imortal interrompeu uma sequência de cinco jogos sem vitórias. A partida, contra os argentinos, valeu pela segunda rodada da competição continental.

Luís Castro segue em busca do ponto de equilíbrio

Em função do calendário apertado, Luís Castro rodou o elenco e escalou uma equipe mista. No próximo sábado (18), o Tricolor Gaúcho visita o Cruzeiro pelo Brasileirão. Portanto, administrar o grupo de jogadores não é uma escolha, mas uma obrigação.

Mais uma vez, o treinador iniciou sem a figura de um meia de criação, optando por um tripé de volantes. Esse modelo, adotado no último Grenal, deu mais solidez defensiva à equipe. Em contrapartida, reduziu a capacidade ofensiva. O mister segue, portanto, em busca do ponto de equilíbrio.

Na segunda etapa, Castro mudou a estratégia e colocou Monsalve em campo. Como resultado, houve mais fluidez do meio para frente, tanto que o gol da vitória saiu aos 42 minutos, com Amuzu, após grande jogada de Enamorado.

Contudo, o desenho tático, com os extremas se transformando em meias por dentro e liberando os corredores para os laterais, começa a dar resultado. O time ocupa melhor o corredor central, gera aproximação com o centroavante e mantém profundidade pelos lados.

Assim, não há necessidade de um tripé de volantes: dois são suficientes, abrindo espaço para um articulador à frente deles. A questão é quem será esse camisa 10. Monsalve, Mec e Riquelme ainda não se mostram suficientes. Essa peça deve ser buscada na próxima janela de transferências.

Faltou o meia de criação

Voltando ao jogo: diante de um adversário fraco, o Grêmio se impôs, chegando a ter 84% de posse de bola e sem correr riscos defensivos. No entanto, faltou criatividade para furar a retranca do Riestra, que atuou com uma linha de cinco e outra de quatro, deixando apenas o centroavante mais adiantado.

Os três volantes gremistas exageraram nos passes laterais, sem oferecer a bola vertical capaz de quebrar linhas. Pela ausência de um armador, o passe que encontra meias e atacantes às costas dos marcadores não apareceu. O que poderia ser um passeio virou um sufoco, resolvido apenas com a bela finalização de Amuzu.

Luís Castro precisará repensar o esquema, já diante do Cruzeiro. Seria importante iniciar com um meia de criação. Um centroavante com o aproveitamento que tem Carlos Vinícius precisa ser abastecido. Não é com uma equipe burocrática, jogando por uma bola, que o artilheiro fará a diferença. É necessário quantidade de oportunidades — e elas só surgirão com mais ousadia.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio

Continue Reading

Pós jogo

Grêmio protagoniza fiasco e perde para o City Torque

Published

on

Grêmio e Deportivo Riestra

Com mais uma apresentação decepcionante, o Grêmio perdeu por 1 a 0 para o Montevideo City Torque em sua estreia na Copa Sul-Americana. Eduardo Agüero marcou o gol uruguaio. O técnico Luís Castro optou por utilizar uma equipe mista no Estádio Centenário e acabou derrotado pelo jovem clube uruguaio, fundado em 2007.

Grêmio tem atuação abaixo do esperado

Pior do que o revés foi a atuação do Tricolor Gaúcho. É natural que uma equipe alternativa não apresente bom entrosamento, porém os jogadores treinam juntos diariamente. Portanto, o rendimento deveria ter sido melhor do que o mostrado no Uruguai.

A verdade é que o treinador Luís Castro não está conseguindo fazer com que o time execute suas ideias de futebol. Isso fica evidente no semblante do técnico durante as partidas: por vezes, ele transmite a impressão de reprovação ao que vê em campo.

A cada jogo, o Imortal demonstra involução. A equipe teve dificuldades contra RB Bragantino, Chapecoense, Remo e agora contra o City Torque — todos adversários de menor expressão. Estamos em abril e Luís Castro ainda não definiu a equipe titular, especialmente no meio-campo.

Momento ruim está na conta do treinador

É claro que há carências no elenco, mas com o material humano disponível seria possível montar uma equipe mais competitiva, capaz de realizar uma temporada sem sustos. Neste momento, a instabilidade do time precisa ser atribuída ao treinador.

O mais desanimador para o torcedor é que a derrota por 1 a 0 para o City Torque não foi um acidente. O Grêmio não se impôs na partida. Poderia ter vencido? Sim. Entretanto, o resultado refletiu a realidade do jogo: o adversário encarou o Tricolor e jogou de igual para igual.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio

Continue Reading

Pós jogo

Grêmio tropeça em casa e preocupa antes de semana importante

Published

on

Grêmio e Remo

Neste domingo (5), jogando em casa, o Grêmio apenas empatou com o lanterna do Brasileirão, mesmo com o Remo atuando boa parte da partida com um jogador a menos após a expulsão de Pikachu.

Grêmio escapou da derrota

O primeiro tempo foi sofrível: os visitantes tiveram as principais ações e mereciam estar à frente no placar. Isso só não ocorreu porque Gabriel Taliari perdeu um gol feito, além de Weverton defender um pênalti cobrado por Alef Manga.

O Imortal voltou para o segundo tempo com três modificações — Arthur, Gabriel Mec e Tetê entraram nos lugares de Zortéa, Monsalve e Enamorado. Assim, nos primeiros minutos houve uma melhora, mas aos poucos o time passou a depender de lançamentos e cruzamentos previsíveis.

Atuação gera preocupação

Contudo, faltaram criatividade, jogadas de combinação, profundidade, infiltrações pelo corredor central, triangulações e tabelas. O time viveu de lançamentos para Amuzu e cruzamentos para a área, quase nunca originados da linha de fundo. Também é preciso destacar o baixo desempenho técnico individual de grande parte dos jogadores.

A péssima atuação resultou em uma sonora vaia ao final do jogo e aumentou a preocupação da torcida. Vale lembrar que o Grêmio terá uma semana importante, com estreia na Copa Sul-Americana na quarta-feira e o clássico Grenal no sábado, ambas as partidas fora de casa.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio

Continue Reading

Em alta

Copyright © 2023 Portal Meu Grêmio