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Opinião

Derrota para o Mirassol liga sinal de alerta para o Grêmio

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Grêmio

Jogando no interior paulista, o Grêmio perdeu para o Mirassol em seu retorno ao Brasileirão. Pior do que a derrota foi o desempenho da equipe. Após vencer o Cruzeiro com autoridade em um amistoso recente, o Tricolor Gaúcho voltou a decepcionar seu torcedor.

Grêmio foi mais do mesmo

Desta vez, o técnico Luís Castro não pode reclamar da falta de tempo para treinar e recuperar fisicamente os jogadores. Foram cerca de 35 dias de trabalho durante o período da Copa do Mundo para implantar ideias, testar esquemas, ensaiar jogadas, dar entrosamento à equipe e fazer ajustes.

No entanto, nada disso apareceu na prática. O Imortal foi mais do mesmo. A atuação diante do Mirassol gera preocupação em relação à sequência da temporada. Hoje, é difícil não afirmar que o Grêmio corre um risco real de rebaixamento.

Elenco insuficiente

Há quem diga que a direção demorou para trocar o treinador, embora o elenco também seja insuficiente. É inadmissível que um clube do tamanho do Grêmio não tenha um lateral-direito de ofício. Além disso, o grupo não conta com um armador pronto. Gabriel Mec é um meia-atacante e ainda está em processo de formação. Por outro lado, Monsalve já demonstrou que não consegue apresentar um futebol convincente.

A verdade é que não se observou evolução coletiva, e algumas individualidades seguem abaixo do esperado. Com as saídas de Viery e Arthur, o time ficou ainda mais frágil. Além disso, segundo a direção, a ideia de reduzir a folha de pagamento será mantida. Assim, não se pode esperar a chegada de reposições à altura.

O sinal de alerta está ligado para o Grêmio. A meta deve ser a busca pelos 45 pontos no Brasileirão. Diante da realidade do clube, as Copas Sul-Americana e do Brasil precisam ser colocadas em segundo plano. Todos os esforços devem estar voltados para a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro.

Fotos: Rapha Marques / Grêmio

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Grêmio oscila novamente e paga caro por isso

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Grêmio

Já se tornou comum nesta temporada: o Grêmio oscilou mais uma vez e pagou caro por isso. A exemplo da partida contra o Santos, foram dois tempos distintos diante do Montevideo City Torque. Após um primeiro tempo fraquíssimo, o Imortal se impôs na etapa final, mas desta vez não alcançou a vitória. Vale lembrar o ditado: nem todo dia é feriado.

A torcida dá sinais de que a paciência está acabando. São cinco meses da nova comissão técnica e o time ainda não apresenta um padrão de jogo convincente. A jogada predominante continua sendo a bola longa pelas pontas, o que torna previsível e fácil de neutralizar o ataque gremista.

Luís Castro parece estar perdido

Na prática, ainda não existe um time titular. A impressão é de que quem joga bem em uma partida garante vaga na seguinte. O treinador se descreve como um profissional de convicções, mas por vezes se contradiz. Ou será que sua convicção é justamente essa: escalar quem foi bem no último jogo? O problema é que, com esse pensamento, não se consolida uma equipe.

Além da falta de entrosamento, transmite-se insegurança aos jogadores. Alterar constantemente individualidades que oscilam de um jogo para outro resulta em uma oscilação coletiva, como se tem observado.

Certamente, o treinador não é o único culpado: há carências evidentes no elenco. Entretanto, já passou da hora de o time mostrar um repertório maior de jogadas. Onde estão as triangulações, a aproximação entre linhas, a troca de passes pelo corredor central, a aproximação dos meias ao centroavante, as jogadas de linha de fundo? São elementos comuns do futebol, mas aparecem com raridade, reflexo da falta de continuidade na formação titular.

Luís Castro tem conhecimento suficiente para entender que precisa definir os onze titulares e promover mudanças pontuais conforme o adversário — não apenas por uma atuação ruim de determinado atleta. Taticamente, há variação de modelos, até dentro do mesmo jogo. No entanto, sem entrosamento, nenhum esquema funciona a ponto de gerar os resultados esperados.

Apesar do potencial do treinador, as coisas não evoluem na velocidade esperada. O primeiro semestre passou e o balanço esportivo não é bom. É verdade que conquistamos o Gauchão, mas, em contrapartida, fomos superados pelo modesto City Torque na Sul-Americana. Além disso, no Brasileirão seguimos lutando para escapar do Z-4 e apenas cumprimos a obrigação na Copa do Brasil, avançando contra adversários menores.

Grêmio pode ficar mais fraco após a Copa do Mundo

O empate contra os uruguaios obriga o Grêmio a disputar os play-offs contra um time oriundo da Libertadores. O pior não é apenas o fiasco de não se classificar em um grupo fraco, mas ter que jogar mais duas partidas em um calendário já apertado. Isso implica em maior desgaste do elenco e aumenta a possibilidade de novas lesões pelo acúmulo de jogos, além de reduzir o tempo para treinamentos.

É preciso lembrar que o clube pretende realizar vendas durante a Copa do Mundo. O dinheiro dessas negociações já tem destino certo: o pagamento de contas. Portanto, não será utilizado para reforçar o plantel. É fácil concluir que teremos um time menos qualificado no segundo semestre. A comissão técnica, porém, seguirá a mesma, com as mesmas ideias e metodologia — o que preocupa.

Não estou pregando a troca do comando técnico, mas algumas decisões se impõem. Porém, essa é uma questão que compete à direção gremista. Os gestores precisam analisar o presente e projetar o futuro, possivelmente sem Gabriel Mec, Viery e Arthur. Será que a parada para a Copa do Mundo não seria o período adequado para implantar uma nova ideia de futebol?

Foto: Lucas Uebel / Grêmio

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Derrota para o São José manda recado para Luís Castro

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Grêmio / Luís Castro

A derrota sofrida pelo Grêmio para o São José, na última quarta-feira (14), na Arena, manda um recado para Luís Castro. O treinador não pode contar com Cristaldo, Aravena, Cuéllar e Edenilson para a temporada. Com todo respeito aos profissionais, mas eles não acrescentam quando utilizados; ao contrário, acabam prejudicando o rendimento da equipe.

Grêmio não pode insistir em erros

Por outro lado, o centroavante André Henrique, que também não foi bem, pode servir como opção de grupo. No entanto, trata-se de uma peça para entrar ao longo da partida. Sempre que iniciou como titular, não correspondeu. Contudo, ainda é jovem e isso pode ser corrigido com muito treinamento e trabalho mental.

Quanto a Viery, este deve ganhar oportunidades como zagueiro, sua posição de origem. Entretanto, não funciona como lateral-esquerdo. Essas questões são recorrentes desde a temporada passada. Portanto, cabe ao novo treinador do Tricolor Gaúcho tomar a decisão de pôr fim a essas situações.

A velha máxima entra em ação: “errar é humano, persistir no erro é burrice”. Como existe a ideia de reduzir o valor da folha e abrir espaço para os reforços que estão chegando, o momento de mudar a fotografia é agora. O objetivo é construir um grupo vencedor, e para isso não se pode insistir em erros.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio

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