Pós jogo
Duas verdades da eliminação do Grêmio na Copa do Brasil
O Grêmio empatou em 0 a 0 com o CSA e acabou eliminado da Copa do Brasil. As equipes jogaram na Arena na noite desta terça-feira (20). Mais uma vez o árbitro foi protagonista do espetáculo comprometendo o resultado final.
Faltou qualidade ao Grêmio
O Tricolor Gaúcho dominou o jogo, alcançando 77% de posse de bola e finalizando 19 vezes ao gol, contra 8 do adversário. Os números escancaram a superioridade gremista sobre o CSA, o que, convenhamos, é uma obrigação, o visitante pertence a 3ª divisão nacional.
No entanto, faltou futebol para que o time de Mano Menezes conquistasse a classificação. Essa é uma realidade que precisa ser aceita. Analisando friamente, observamos que a equipe criou poucas oportunidades claras de gol. A pressão foi praticamente improdutiva.
Arbitragem tem prejudicado o Tricolor Gaúcho
Contudo, há uma outra verdade que se repete com frequência: os árbitros vêm prejudicando o Grêmio seguidamente. Na grande maioria das vezes, os erros são contra o Tricolor. Basta um levantamento detalhado para se chegar a essa conclusão.
Especificamente hoje, o árbitro Matheus Delgado Candançan cometeu dois erros escandalosos que interferiram diretamente no resultado do jogo. O primeiro ocorreu quando foi chamado para expulsar um jogador do CSA, mas aplicou apenas o cartão amarelo. O VAR não recomenda amarelo, apenas vermelho.
Em um segundo momento, ao revisar o lance do gol marcado pelo Grêmio—mal anulado—manteve a decisão de campo, mesmo com a imagem mostrando claramente que Kannemann não cometeu falta no lance.
A pergunta se impõe: o que está acontecendo? Esse cenário começa a dar margem a ilações perigosas. Segundo Mano Menezes, esta é a oitava vez que o árbitro é chamado pelo VAR e não muda sua decisão. Será mesmo que a ferramenta de apoio está sempre errada e o juiz de campo certo?
Portanto, a direção do clube precisa recuperar força política junto à CBF e, ao mesmo tempo, fazer um esforço para qualificar o elenco. Caso contrário, corre o risco de cair para a segunda divisão do Brasileirão. A situação deixou de ser preocupante e passou a ser emergencial.
Foto: Fabiano do Amaral
Pós jogo
Novo esquema e vitória em estreia na Copa do Brasil
Nesta terça-feira (21), estreando na Copa do Brasil, o Grêmio venceu o Confiança por 2 a 0. Jogando na Arena, o Tricolor Gaúcho se impôs e fez a lição de casa. Carlos Vinícius e Amuzu foram os artilheiros da partida. Assim, o time pode perder por até um gol de diferença no jogo de volta para avançar na competição nacional.
Novo esquema e vitória na Copa do Brasil
O técnico Luís Castro trocou o 4-1-4-1 pelo tradicional 4-2-3-1, com Nardoni, Arthur e Mec no meio-campo. Dois volantes em linha dando mais proteção à zaga e um meia de ligação com liberdade para flutuar e criar jogadas de ataque. Arthur, além de marcar, teve a missão de ajudar na articulação da equipe.
O treinador liberou os laterais para darem profundidade, algo que já ocorria com Pavón. O maior beneficiado foi Pedro Gabriel, que pôde explorar essa virtude até então contida desde que chegou ao profissional. Dessa forma, o Grêmio teve mais de 65% de posse de bola e finalizou 22 vezes, construindo uma vitória segura.
Luís Castro precisa repetir o modelo de jogo
Por outro lado, é preciso levar em conta a fragilidade do adversário: o Confiança-SE disputa a terceira divisão do Brasileirão. Ainda assim, o Imortal fez o que precisava, vencendo sem sustos. No segundo tempo, Castro testou outro modelo, o 3-5-2, com Pedro Gabriel sendo terceiro zagueiro e Braithwaite atuando como segundo atacante.
Na prática, o resultado foi positivo. A equipe mostrou solidez na marcação e aumentou o poder ofensivo. A estrutura com dois volantes, somada a três defensores de área, transformou os pontas em alas, enquanto o meia-central e os dois atacantes deram profundidade. O time ganhou numericamente o corredor central, teve amplitude lateral e resistência no setor defensivo.
Apesar da ressalva em relação à qualidade do adversário, é preciso reconhecer que a ideia do técnico funcionou na mecânica. No próximo domingo, o Tricolor recebe o Coritiba, em um teste de maior dificuldade. Para que o trabalho evolua, é fundamental que o novo modelo de jogo seja mantido, de preferência com os mesmos jogadores. A equipe precisa ganhar entrosamento, e isso só aparece com repetição.
Foto: Lucas Uebel / Grêmio
Pós jogo
Derrota para o Cruzeiro deixa Grêmio as portas do Z-4
Jogando com o time praticamente completo — a única ausência foi Vierey — o Grêmio perdeu para o Cruzeiro por 2 a 0. O Tricolor Gaúcho repetiu as últimas atuações e não mereceu sair com um resultado melhor. Taticamente engessado, sem movimentação e tecnicamente deficiente, os comandados do mister Luís Castro apresentaram mais do mesmo.
O Grêmio é um conjunto vazio
O futebol apresentado foi uma repetição de erros coletivos e individuais. Dessa forma, o comentário poderia ser apenas uma cópia de analises de partidas anteriores. Não há evolução; ao contrário, nota-se uma involução no desempenho como um todo.
Com passes quase sempre lateralizados, sem triangulações, ultrapassagens ou tabelamentos, o time vive de bolas longas para os ponteiros, tornando-se previsível e fácil de ser marcado. Além disso, a equipe está “torta”: só há profundidade pelo corredor direito, com Pavón e Enamorado. Pela esquerda, Amuzu fecha demais para o meio, enquanto Pedro Gabriel não vai à linha de fundo.
O trabalho de Luís Castro não é bom
O Grêmio precisa admitir a realidade, sob pena de correr sérios riscos de rebaixamento. A derrota para o Cruzeiro deixou o clube às portas do Z-4. Com 13 pontos, o Imortal ocupa a 13ª posição, mas apenas um ponto o separa do Corinthians, que abre a zona da degola.
É hora de Luís Castro rever suas ideias. Um time frágil defensivamente não pode jogar com três atacantes. É preciso preencher melhor o meio e proteger a zaga. Um 4-4-2 em losango, ou mesmo dois volantes e dois meias em linha, poderia ser alternativa.
Algumas mudanças de peças também são urgentes: Nardoni, Tetê e Pavón não podem ser titulares neste momento. Uma escalação possível seria: Weverton; João Pedro, Gustavo Martins, Vierey e Pedro Gabriel; Noriega, Arthur, Gabriel Mec (Monsalve) e Riquelme; Enamorado e Carlos Vinícius.
Em uma versão mais conservadora, o tripé de volantes com um meia à frente poderia ser testado: Weverton; João Pedro, Gustavo Martins, Vierey e Pedro Gabriel; Noriega, Dodi, Arthur; Riquelme (Gabriel Mec/Monsalve); Enamorado e Carlos Vinícius. Amuzu seria opção para o segundo tempo em ambos os casos.
Foto: Lucas Uebel / Grêmio
Pós jogo
Com gol de Amuzu, Grêmio acaba com sequência sem vitórias
Jogando pela Copa Sul-Americana, o Grêmio venceu o Deportivo Riestra por 1 a 0, na Arena. Assim, o Imortal interrompeu uma sequência de cinco jogos sem vitórias. A partida, contra os argentinos, valeu pela segunda rodada da competição continental.
Luís Castro segue em busca do ponto de equilíbrio
Em função do calendário apertado, Luís Castro rodou o elenco e escalou uma equipe mista. No próximo sábado (18), o Tricolor Gaúcho visita o Cruzeiro pelo Brasileirão. Portanto, administrar o grupo de jogadores não é uma escolha, mas uma obrigação.
Mais uma vez, o treinador iniciou sem a figura de um meia de criação, optando por um tripé de volantes. Esse modelo, adotado no último Grenal, deu mais solidez defensiva à equipe. Em contrapartida, reduziu a capacidade ofensiva. O mister segue, portanto, em busca do ponto de equilíbrio.
Na segunda etapa, Castro mudou a estratégia e colocou Monsalve em campo. Como resultado, houve mais fluidez do meio para frente, tanto que o gol da vitória saiu aos 42 minutos, com Amuzu, após grande jogada de Enamorado.
Contudo, o desenho tático, com os extremas se transformando em meias por dentro e liberando os corredores para os laterais, começa a dar resultado. O time ocupa melhor o corredor central, gera aproximação com o centroavante e mantém profundidade pelos lados.
Assim, não há necessidade de um tripé de volantes: dois são suficientes, abrindo espaço para um articulador à frente deles. A questão é quem será esse camisa 10. Monsalve, Mec e Riquelme ainda não se mostram suficientes. Essa peça deve ser buscada na próxima janela de transferências.
Faltou o meia de criação
Voltando ao jogo: diante de um adversário fraco, o Grêmio se impôs, chegando a ter 84% de posse de bola e sem correr riscos defensivos. No entanto, faltou criatividade para furar a retranca do Riestra, que atuou com uma linha de cinco e outra de quatro, deixando apenas o centroavante mais adiantado.
Os três volantes gremistas exageraram nos passes laterais, sem oferecer a bola vertical capaz de quebrar linhas. Pela ausência de um armador, o passe que encontra meias e atacantes às costas dos marcadores não apareceu. O que poderia ser um passeio virou um sufoco, resolvido apenas com a bela finalização de Amuzu.
Luís Castro precisará repensar o esquema, já diante do Cruzeiro. Seria importante iniciar com um meia de criação. Um centroavante com o aproveitamento que tem Carlos Vinícius precisa ser abastecido. Não é com uma equipe burocrática, jogando por uma bola, que o artilheiro fará a diferença. É necessário quantidade de oportunidades — e elas só surgirão com mais ousadia.
Foto: Lucas Uebel / Grêmio
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