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Quarteto não é a única causa da fragilidade defensiva do Grêmio
O treinador gremista atribuiu a fragilidade defensiva do Grêmio a formação com um quarteto ofensivo. Após a derrota para o Criciúma na quarta-feira (25), Renato disse que o time não pode jogar com Monsalve e Cristaldo juntos. Para o treinador, a dupla de meias, somada a Soteldo e Braithwaite deixa a equipe vulnerável na hora de se defender.
Quarteto não é o vilão defensivo
No entanto, a explicação do técnico não se sustenta quando se faz uma analise tática mais detalhada. Foi o que apurou o jornalista Cristiano Munari do site GZH. O comunicador analisou os cinco jogos em que o Imortal atuou com a nova formação. Neste recorte foram nove gols sofridos, em apenas um houve falta de recomposição da linha defensiva, envolvendo os homens que atuam atrás do centroavante.
Dessa forma, fica claro que Renato Portaluppi está equivocado, o problema não é tão simples como ele fez parecer. A dificuldade do Grêmio se defender passa por todos os setores. Está nas movimentações das peças, na compactação das linhas e entre linhas, nos processos de coberturas e também no desentrosamento da última linha. A troca constante de zagueiros, por motivos que independem da vontade do técnico, também prejudica o coletivo.
Grêmio vai jogar reativamente
Sendo assim, sacar Cristaldo, artilheiro da equipe, ou Monsalve, referência técnica, não parece a melhor solução. A equipe perderá em armação e poder de fogo, colocar um volante a mais, vai atrair o adversário para cima de um sistema defensivo frágil, o que só piora a situação.
Encontrar mecânicas de proteção e manter a capacidade de atacar o oponente me parece o caminho mais correto. Entretanto, ao que tudo indica, o técnico vai mudar a nominata diante do Botafogo, no próximo sábado. Justamente contra um time intenso que ataca com força e velocidade o Tricolor Gaúcho vai jogar reativamente, o jogo será de ataque contra defesa.
Jogadores
Clubes europeus sondam zagueiro do Grêmio
Cria da base gremista e titular do mister Luís Castro, o jogador desperta a atenção de clubes europeus. Três equipes do Velho Continente já realizaram sondagens pelo zagueiro Viery. No entanto, o Tricolor Gaúcho não pretende facilitar sua saída. A ideia da direção é lucrar um valor superior ao obtido com a venda do atacante Alysson.
Zagueiro ganhou a confiança de Luís Castro
O porte físico e, principalmente, a velocidade convenceram Luís Castro a firmá-lo como titular. A aposta ocorreu durante o Gauchão, quando o treinador substituiu defensores experientes por uma dupla mais jovem. Desde então, Viery e Gustavo Martins se consolidaram no time principal.
Ao longo de 2025, sob a direção dos técnicos Quinteros e depois Mano Menezes, chegou a atuar improvisado como lateral-esquerdo. A experiência, também testada pelo atual comandante, não teve sucesso e quase custou a continuidade do prata da casa no clube.
Todavia, para o bem do jogador e do Grêmio, ele foi devolvido à sua posição de origem. Hoje, aos 21 anos, acumula 24 partidas como profissional e vem dando ótima resposta em campo. Assim, chamou a atenção do Newcastle, da Inglaterra, além de uma equipe italiana e outra francesa.
Grêmio aguarda proposta milionária
A direção do Imortal já declarou que qualquer negociação só avançará a partir de um valor superior ao exigido na venda de Alysson. O atacante foi negociado com o Aston Villa, da Inglaterra, por 10 milhões de euros.
Vale lembrar que Viery tem contrato válido até o fim de 2029. A multa para uma saída ao exterior está fixada em 50 milhões de euros. Portanto, o zagueiro só deixará a Arena mediante uma proposta muito vantajosa.
Foto: Lucas Uebel / Grêmio
Jogos
Empate com Chapecoense liga sinal de alerta para o Grêmio
O empate em 1 a 1 com a Chapecoense, pela sexta rodada do Brasileirão, acendeu o sinal de alerta no Grêmio. Apesar de ocupar a 7ª posição na tabela, o Imortal deixou escapar quatro pontos contra adversários de um nível considerado inferior, considerando o resultado contra o RB Bragantino. Isso evidencia certa instabilidade da equipe.
Pressão aumenta para duelo com o Vitória
O próximo compromisso será contra o Vitória, outro rival que figura em um patamar abaixo. Por isso, o Tricolor Gaúcho tem a obrigação de vencer, sob o risco de ver a turma do Z-4 se aproximar. Portanto, o embate ganhou um peso maior.
Na sequência, antes da Data Fifa, o time do mister Luís Castro encara o Vasco, no Rio de Janeiro. Se conquistar quatro pontos nos dois próximos jogos, o Grêmio ficará em situação confortável; menos do que isso pode gerar um clima de desconfiança em relação ao trabalho realizado.
Atuação razoável diante da Chape
Apesar do empate, o Grêmio apresentou uma atuação de razoável para boa contra a Chapecoense. Faltou maior imposição no terço final do campo, mas o time teve volume de jogo, boa troca de passes, atacou pelos dois lados e conseguiu infiltrações pelo corredor central. No entanto, não conseguiu transformar o desempenho em vitória. Assim, a pressão aumenta: diante do Leão da Barra, a obrigação é somar três pontos.
Foto: Lucas Uebel /Grêmio
Jogos
O Grêmio está escalado para encarar a Chapecoense
Com quatro mudanças em relação à equipe que começou contra o RB Bragantino, o Grêmio está escalado para enfrentar a Chapecoense. As equipes se encontram pela sexta rodada do Brasileirão. A bola vai rolar a partir das 20h (horário de Brasília), na Arena Condá, em Chapecó-SC.
Sem Arthur e Gustavo Martins, lesionados, além de Marlon, acometido por uma virose, o técnico Luís Castro precisou mexer em dois setores da equipe: defesa e meio-campo. Nardoni, Balbuena e Caio Paulista serão, respectivamente, os substitutos.
A boa notícia é o retorno de Amuzu, titular do Tricolor Gaúcho, ao time. Na última quinta-feira, ele foi liberado para acompanhar o nascimento de sua filha e, por isso, não enfrentou o RB Bragantino. Na ocasião, Gabriel Mec herdou sua vaga.
Confira a escalação do Grêmio
- Weverton; Pavón, Balbuena, Viery e Caio Paulista; Noriega, Nardoni, Tetê, Monsalve e Amuzu; Carlos Vinícius. Técnico: Luís Castro.
Foto: Lucas Uebel / Grêmio
